Líder da UNITA denuncia tentativa para o assassinar

Em conferência de imprensa, Adalberto Costa Júnior, presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), denunciou supostas tentativas de assassinato contra si e deputados do partido.

Além de ocorrências no Cuando Cubango, Malanje e Lunda Sul, o líder do maior partido da oposição em Angola revelou que, a 11 de maio, quatro homens foram apanhados com armas brancas quando tentavam entrar numa sala no Huambo, onde daria uma palestra.

“Dirigiam-se a quem? Provavelmente a quem tinha sido anunciado como o autor da palestra.” Que era ele mesmo, Adalberto Costa Júnior. Mas estes atos “não têm sido comuns, nomeadamente esta do Huambo com facas daquela dimensão”, acrescentou o líder político.

Para se por cobro a situações do género, Adalberto Costa Júnior defende a criação de canais de diálogo entre o seu partido e as instituições do Estado, para levar os autores à Justiça.

Uma questão incómoda

Durante o momento de perguntas e respostas, a DW África solicitou a Costa Júnior que comentasse a atual relação entre a UNITA e o partido no poder, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

A questão surge na sequência de críticas em torno de uma foto que circula nas redes sociais em que Ginga Savimbi, uma das filhas de Jonas Savimbi, aparece ao lado de Norberto Garcia, diretor do Gabinete de Ação Psicológica do Presidente da República.

Adalberto Costa Júnior recusou comentar: “As fotografias não são parte do tema de hoje. Eu habituei os senhores jornalistas que as conferências têm respostas às questões aqui direcionadas”, indicou.Ver no Relógio

O presidente da UNITA falou, no entanto, sobre a medida recente do Governo que proíbe a venda ambulante de animais vivos, carnes fumadas e miudezas comestíveis, medicamentos, inseticidas, utensílios elétricos e bebidas alcoólicas, entre outros produtos.

Costa Júnior disse que o seu partido vai continuar a defender a população e questiona o facto de não ter havido consulta pública sobre a decisão.

“Nós entendemos que deve haver regulamentação para os espaços comerciais, sem dúvida nenhuma. Mas deve haver diálogo e deve haver bom-senso também.”

Na ocasião, o presidente da UNITA aproveitou ainda para apelar à Justiça angolana que solte os quatro ativistas a cumprirem uma pena de dois anos por ultraje ao Presidente da República: “Coloquem em liberdade os jovens Adolfo Campos, Gilson Moreira, mais conhecido por ‘Tanaice Neutro’, Hermenegildo Víctor José e Abraão Pedro Santos, presos por expressarem as suas ideias e estas terem desagradado a quem governa.”

por:content_author: Manuel Luamba (Luanda)

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