“Hoje quem convoca uma manifestação corre o risco de ser chamado terrorista” — Adalberto Costa Júnior lança alerta sobre liberdades em Angola
Luanda, Angola – O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou recentemente que em Angola “hoje quem convoca uma manifestação corre o risco de ser chamado terrorista”, numa declaração que está a gerar forte debate político e social no país.
A afirmação foi feita no contexto das celebrações dos 60 anos da UNITA, num discurso marcado por críticas diretas ao estado das liberdades públicas e ao funcionamento da democracia.
Um alerta sobre o direito à manifestação
Segundo Adalberto Costa Júnior, o ambiente atual em Angola levanta preocupações quanto ao exercício de direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e de reunião. O líder da oposição defende que cidadãos e ativistas enfrentam pressões e estigmatização quando tentam organizar manifestações.
“Não podemos aceitar que o exercício de direitos constitucionais seja confundido com ameaça à segurança”, sublinhou.
A declaração sugere uma preocupação com aquilo que considera ser uma tendência de criminalização do ativismo cívico.
Clima político sob tensão
Nos últimos anos, Angola tem registado várias manifestações ligadas a questões sociais, económicas e políticas, muitas vezes acompanhadas por forte presença policial. Organizações da sociedade civil têm denunciado restrições e dificuldades na realização de protestos.
Neste contexto, as palavras de Adalberto Costa Júnior surgem como uma crítica direta à forma como o Estado lida com a contestação pública.
Democracia e participação cidadã
O líder da UNITA reforçou que uma democracia saudável depende da participação ativa dos cidadãos, incluindo o direito de protestar.
“Uma democracia forte não teme a voz do povo, pelo contrário, escuta-a”, afirmou.
Para ele, garantir esse espaço é essencial para o desenvolvimento político e social do país.
Reações e impacto
A declaração já está a circular amplamente nas redes sociais, dividindo opiniões. Enquanto alguns apoiam a denúncia e consideram que reflete a realidade vivida por muitos cidadãos, outros veem as palavras como exageradas ou politicamente motivadas.
Independentemente das posições, o discurso reforça o debate sobre o equilíbrio entre segurança e liberdade em Angola — uma questão central no atual panorama político do país.
