Nunca duvidei da coerência ideológica e fidelidade aos princípios da UNITA, da Deputada Miraldina Jaka Jamba, do Ex-Presidente da UNITA, Isaías Henrique Ngola Samakuva e do Deputado José Samuel Chiwale . Somos todos da mesma escola. Mas muitos quiseram pôr em causa a dignidade de cada um, e percurso político forjado ao longo de muitas anos de luta, cruxificando-os, em hasta pública, nas redes sociais. Até ameaças de morte foram proferidas.

Alguns chegaram mesmo a sugerir que fossem “envenenados” nesse almoço. Os que assim agiram, desconhecem claramente os princípios de Direcção colectiva da UNITA porque existem espaços próprios para abordagem de todas essas questões.A Direcção da UNITA está de parabéns pela decisão política assumida de não participação dos seus membros, neste almoço oferecido pelo Presidente da República.

Contudo, a iniciativa foi importante; mas pecou, ao excluir figuras e representantes de organizações políticas que foram decisivas na estruturação dos Acordos do Luena. Mas não foi o fim do mundo como muitos vaticinavam, e muito menos falta de sentido de Estado, como presumem alguns analistas pelo facto de convidados da UNITA não terem aparecido no banquete. Para casos futuro, se os houver, o formato tem de ser repensado para serem banquetes inclusivos.Entendo que qualquer celebração pública, com carácter solene, realizada em nome do Estado angolano, e pela mais alta personalidade do país, em alusão ao 4 de Abril, dia da paz e da reconciliação nacional, deve ser inclusiva.

Para além de outras personalidades nacionais relevantes, deve-se incluir entre os convidados, os actores mais directos deste processo, não só militares, como também políticos. Neste contexto, são incontornáveis, o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, e o Deputado Paulo Lukamba Gato, na altura, Secretário Geral da UNITA, responsável pela Comissão de Gestão a quem coube organizar as negociações e preparar o Partido para o período de transição, pós Savimbi. Doravante, deve-se agir de forma diferente, com sentido de história, para se corrigir o que está mal.

Alcides Sakala Deputado Bailundo, 4 de Abril de 2021