Os trabalhos de auscultação que a Embaixada dos EUA em Luanda está a levar a cabo nas últimas semanas, junto de personalidades e actores políticos locais, visando pontualizar-se sobre as próximas eleições de 2022, em Angola, é fundamentado como decorrente de uma diretiva da politica externa da administração Biden que tem estado ameaçar com a aplicação de sanções financeiras, restrições de vistos e proibições de viagens contra governantes que prejudicam às eleições no seus país. Angola está no centro das atenções sendo que no mês passado o Secretário de Estado dos EUA, Antony J. Blinken, recebeu uma comunicação alertando que Angola estava a aprovar uma lei orgânica eleitoral com o objetivo de “subverter o desejo do povo e minar o processo democrático para as próximas eleições em Angola em 2022”. (desenvolvimento mais a frente).

O primeiro país africano a ser ameaçado (com sanções e restrições de visto) pela administração Biden, foi a Somália. Isto aconteceu no dia 13 de Abril do corrente ano por via de uma nota assinada pelo o Secretário de Estado Antony Blinken. Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) que também se juntou na cruzada, anunciaram que este nação corria o risco de sofrer sanções se não retomassem as negociações para encerrar o impasse sobre as eleições, em resposta a uma iniciativa do presidente Mohamed Abdullahi Mohamed que havia assinado uma lei polêmica para estender seu mandato por mais dois anos, apesar das críticas internacionais. As eleições na Somália estavam agendadas para Fevereiro passado mas esta nova lei abriu caminho para que as mesmas sejam realizadas em 2023.

Um outro país africano que sofreu ameaças, de forma antecipada, pela administração Biden foi a República da Zâmbia. Quatro dias antes das eleições de Agosto que elegeu Hakainde Hichilema em substituição de Edgar Lungu, o encarregado de negócios da embaixada dos EUA em Lusaka, David Young, emitiu um comunicado, avisando que o governo americano “responsabilizará todos os indivíduos que promoverem a violência, minarem os processos eleitorais, se envolverem em comportamento fraudulento ou corrupto ou de outra forma violarem os direitos democráticos e os fundamentos de eleições livres ”.

Fonte: club-k.net