DEBATE PARLAMENTAR (AN)
23 DE ABRIL DE 2021
Excelência, senhor Presidente da Assembleia Nacional
Digníssimos Representantes do Titular do Poder Executivo
Ilustres Deputados
Senhoras e senhores

Excelências,
Vamos ficar no essencial, começando por dizer que a adesão da República de Angola, ao Tratado relativo à Gestão Sustentável dos Ecossistemas Florestais da Africa Central, que institui a Comissão das Florestas da Africa central, é muito oportuna.

De facto, este tratado é, no nosso entender, resultado da tomada de consciência dos líderes africanos, particularmente dos líderes da região, apologistas de uma melhor gestão e coordenação de políticas ecológicas para a preservação do meio ambiente e dos ecossistemas florestais da Bacia do Congo.

Perante estes desafios, impõe-se a promoção desta cooperação sub-regional, como forma de mitigar o impacto negativo das alterações climáticas na vida das populações, perante a probabilidade de alguns ecossistemas da região poderem desaparecer, dentro de algum tempo, segundo estimativas de organizações internacionais especializadas.

Senhor Presidente
Numa perspectiva global, as causas principais destas alterações climáticas estão identificadas. São resultado da atividade humana, destacando-se a queima intensiva de combustíveis fósseis, especialmente nos países industrializados; o ritmo crescente de desmatação das grandes florestas tropicais e o aumento do uso de fertilizantes químicos pela indústria do agro-negócio. A combinação destes factores, adicionado ao crescimento demográfico exponencial, afecta pela negativa, os ecossistemas florestais mundiais.

Mas pode-se reverter este quadro, incentivando os Estados a uma maior cooperação, no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Saudamos , por isso, a conferencia internacional virtual sobre o clima que termina hoje, que prevê adoptar um conjunto de medidas para a redução pela metade, da emissão de gases de efeito estufa, até 2030.

Senhor Presidente
No plano interno, devem-se transformar os ecossistemas florestais das províncias do Bengo, do Uíge, de Cabinda, do Cuando Cubango, do Cuanza Norte e do Moxico, em áreas protegidas, salvaguardando os interesses das populações locais que residem nessas florestas, considerando-as, como património ecológico nacional, porque são de facto os pulmões do país, ricos em biodiversidade.

O nosso país tem realidades próprias geoclimáticas. Por isso, deve-se educar e ensinar as novas gerações de angolanos para a defesa, e preservação do meio ambiente, logo nos primeiros anos de escolaridade. O currículo nacional do processo de ensino-aprendizagem deve dar enfase a educação ambientalista, com particular atenção às questões ligadas, a conservação da biodiversidade e preservação dos ecossistemas.

Muito obrigado pela vossa atenção.
Alcides Sakala