Diplomacia e Cooperação Regional — O Papel de Angola na SADC e no Mundo

A política externa de Angola deve ser um reflexo dos seus interesses nacionais, priorizando a estabilidade na África Austral, o reforço da cooperação económica e a afirmação do país como um parceiro fiável na arena internacional.

Para a UNITA, a diplomacia angolana deve assentar em pilares de soberania, reciprocidade e, sobretudo, na promoção da paz regional. No contexto da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o país possui uma localização geoestratégica privilegiada que deve ser aproveitada para potenciar trocas comerciais transfronteiriças e a integração de infraestruturas, como o Corredor do Lobito.

A visão diplomática proposta defende uma transição de uma “diplomacia de prestígio” para uma “diplomacia de desenvolvimento”. Isto significa que as missões diplomáticas no exterior devem atuar como agências de captação de investimento e promotoras da cultura angolana, garantindo que as parcerias estratégicas resultem em transferência de tecnologia e criação de empregos para os angolanos.

O compromisso com o multilateralismo e o respeito pelo Direito Internacional são inalienáveis. Angola deve ser uma voz ativa na União Africana e nas Nações Unidas, não apenas como mediador de conflitos, mas como um exemplo de boa governação e respeito pelos Direitos Humanos, elevando o nome da nação perante a comunidade internacional.

“A nossa política externa é a extensão da nossa vontade interna: queremos uma Angola aberta ao mundo, que coopera com dignidade e que coloca o bem-estar do seu povo acima de interesses conjunturais.”Cadernos de Política Externa e Cooperação.

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